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Eleições 2016: o circo começa a pegar fogo

Escrito por: Raymundo Mônaco - Geral - 18 de Agosto de 2015

 

Após ter passado treze anos sob a égide de município de Área de Segurança Nacional período em que os prefeitos eram nomeados pelo governo da Revolução, Camaçari voltou a ter em 1985 eleições diretas para prefeito elegendo  o farmacêutico  Luis Caetano que fez um governo  sofrido,  conturbado, muitas divergências, alimentados  pela intolerância e  conflitos  políticos  entre   contundentes das milenares  direita e esquerda,

As Dificuldades de toda ordem fizeram com que nos anos seguintes até 1988 Camaçari passasse  por uma das  maiores crises administrativas da sua história, o povo clamava por transformações e  apoiado  pela coligação denominada  “A Vontade do Povo” composta dos partidos  PTB, PDT, PDC, PSC e PFL  José Tude  ganhou  as eleições vencendo a concorrente Luiza Maia (PMDB) candidata do Prefeito  por esmagadora diferença de votos  em memorável  campanha politica  jamais  esquecida.

  O slogan “Vamos Tirar Camaçari do Vermelho” usado pelos confrades de Tude na campanha  tinha dúbio sentido: tirar Camaçari do rombo financeiro  em que se encontrava  e afastar os praticantes comunistas do poder municipal predominantes em grande escala.

A esta inusitada campanha juntou-se Marambaia vice-prefeito, o médico Françú Assemany que comandava o PDT em Camaçari, Odilon Montenegro vereador, Dr. José Ellis Presidente da Câmara, vereadores e um sem número qualificado de lideranças.

Com a nova administração as coisas mudaram recobraram  os sentidos e em pouco tempo a cara da cidade era outra. O município se transformou, o progresso veio a galope, diversas  obras importantes foram realizadas  em  dez anos de mandato. 

   Ironias à parte, em meio a toda  essa gama de realizações e quando tudo era sucesso, em 1992,  motivado pelo excesso de confiança no eleitorado que tanto o  elogiava,  Tude  perdeu as eleições para Ellery, o Dr. Françú era o candidato da situação. No palanque de Ellery estavam  velhos desafetos: Luiz Caetano, Luiza Maia, Gilberto D’Errico coadjuvado  pelo  talento de Raimundo Pinheiro  coordenador-mor da  campanha. 
Tude retorna em 1996 à Prefeitura vencendo Ferreira Ottomar. Reeleito, renunciou ao mandato em 2002 para ser candidato a deputado estadual. Os dois anos restantes foram cumpridos por Helder Almeida que em 2004 entregou a mina de ouro para Luis Caetano, dai pra frente os adversários somente  receberam  chumbo  na asa.

A retrospectiva revelando episódios conhecidos da história politica hão de fornecer subsídios para a campanha de 2016 para prefeito e vereadores, o circo começou a pegar fogo e as pequenas fagulhas já passam pela cabeça dos futuros candidatos incluindo a apreensão do eleitor.

Nas ruas e em lugares diversos as opiniões sobre a sucessão municipal é sempre o prato do dia. Os pretensos candidatos começam a se movimentar nos contatos com os eleitores, nos bairros, nas instituições, cumprindo o velho adagio popular citado muitas vezes pelo ex-prefeito Hermógenes Souza que afirmava: ”Politica é pé ligeiro, boca calada, mão no bolso e olho na estrada”.

BREVES CONSIDERAÇÕES

Os candidatos a prefeito até agora prenunciados não tem nada a esconder por serem bastante conhecidos da população. Luiz Caetano (PT) foi prefeito três vezes, vereador duas vezes, deputado estadual e agora deputado federal. Diz em suas novas andanças politicas que Brasília não é a sua praia, o seu desejo mesmo é voltar à Prefeitura de Camaçari de onde acha que nunca deveria ter saído.

Na opinião dos críticos Caetano não foi um mal  prefeito, apesar de algumas pisadas na bola cuidou das praças  e  jardins, construiu  a Via Conexão no Bairro 2 de Julho,  a “Cidade do Saber” urbanizou Arembepe e outras realizações  ficou devendo à população a retirada da linha do trem  seu cavalo de batalha de campanha.  

José Tude (sem partido) por sua vez foi também prefeito por três vezes, deputado estadual e suplente de federal tendo assumido a cadeira; governou Camaçari com seriedade, construiu a nova sede da Prefeitura, o prédio da Câmara Municipal, o Ciretran, o Viaduto do Trabalhador, varias escolas  foram construídas em sua administração. Pleiteia ser mais uma vez prefeito de Camaçari segundo ele por exigência do povo que nele confia e o quer de volta. 

O atual prefeito Ademar Delgado que tem gostado muito de ser prefeito  pretende  se reeleger  no  ano de 2016  vem se articulando  como pode, sem, contudo, esquecer que Luiz Caetano  e a Deputada Luiza Maia  o  elegeu prefeito  condicionado a receber a prefeitura de volta em janeiro  2107  o que parece não irá ocorrer.

O Prefeito Ademar Delgado (PT) justifica o desejo alegando que Caetano já foi quase tudo na política e que agora é a sua vez. Quanto ás realizações procura ser comedido controlando os gastos públicos com mão de figa alegando que Ellery, Caetano e Tude levaram mais de dez anos cada um no poder querem assim que ele em menos de três anos faça milagres, isto requer sem dúvidas  tempo e paciência.

O vereador Elinaldo (DEM) desponta como surpresa, o seu desempenho poderá coloca-lo futuramente em posição de sério concorrente à Prefeitura enfrentará alguns obstáculos,  Aceito pelo eleitorado obteve votações expressivas nas ultimas eleições para vereador e  deputado estadual, definindo as suas pretensões  e  projetos que tem em mente poderá  melhorar  a vida da cidade é possível  fazer parceria  com uma outra força politica municipal  que o levará ao trono de prefeito.

Até às convenções muitos acertos e coligações surgirão. É possível que o Caetano por força das   pesquisas seja o escolhido  pelo partido como candidato  o que poderá acontecer ao inverso quando Ademar Delgado mostrar a sua força como prefeito tornando-se  indicado  pelo Diretório Municipal, Estadual ou Nacional ou  mesmo  pela escolha  dos  seus seguidores. As pazes entre  Caetano  e  Ademar   poderão  ocorrer  é questão  de  raciocínio.

Quanto a união entre Tude e Elinaldo o ditado popular prescreve  “muita agua ainda há de passar  por debaixo da ponte”. Tomemos como exemplo as eleições de 1988  cuja vitória só foi possível  quando se juntaram as forças de oposição e alcançaram a insofismável vitória até hoje lembrada.

Camaçari precisa de novos rumos e de modelos políticos reciclados, sem, contudo perder a  inteligência e habilidade que sempre predominou  na hora dos  entendimentos  políticos.

Saudações.

J.R. Mônaco
jrsmonaco@hotmail.com

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