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Raymundo Mônaco: "O Calçadão. Benefício mal interpretado"

Escrito por: Raymundo Mônaco - Geral - 20 de Outubro de 2015

CRÔNICAS DA CIDADE
2015.72 – ANO IV
                                                                                                                                      J.R. Mônaco
                                                                                                                                      Bacharel em Direito. Consultor
                                                                                                                                      Politico. Testemunha Ocular da
                                                                                                                                      História.

                                                                                                    “Tudo que é pouco explicado pode ser mal interpretado”
                                                                                                                                                                              Agnes Laurent
 

A implantação de “Calçadões” em ruas dos centros das principais cidades brasileiras tem envolvido várias discussões pertinentes ao assunto. Aspectos ligados a projetos dessa natureza demonstram  que o calçadão muito tem contribuído para o êxito  das  atividades comerciais, trazendo  conforto aos clientes e não há registros de  prejuízos a lojistas e seguidores; ao contrário, tem beneficiado  mutuamente  a  todos com proteção e segurança.

As opiniões divergem em parte sobre a transformação de algumas ruas desses centros em calçadões, o crescimento desenfreado de pedestres, motos e automóveis circulantes nas principais vias aumenta consideravelmente os transtornos; a falta de estacionamento é hoje um grande problema, contudo, a vida nos respectivos centros urbanos depende do caminhar da população fundamental para o comércio varejista assim como para outros ramos de negócios.

Entendimentos mantidos entre o poder público municipal e representantes de classes reforçam a ideia de implantar “Calçadões” no centro de Camaçari. O desafio é combater o “Caos” que se estabeleceu nas ruas centrais onde as pessoas como já se disse, vivem misturadas a veículos incluindo-se ônibus e caminhões de entrega de mercadorias que trafegam livremente pelas congestionadas pistas do centro nervoso de Camaçari.

Ponderações
Exceções à parte, existem pessoas que se opõem ao advento do “calçadão” admitindo-se serem as mesmas que na qualidade de comerciantes, profissionais ou empregados do comercio lojista de Camaçari, passam o dia com os veículos estacionados nas portas de suas lojas e escritórios, quando o uso do bom senso abriria espaço para a circulação dos fregueses, pois, são  eles que movimentam o comércio varejista; as pessoas quando circulam a pé observam mais as vitrines  e  são obviamente  induzidos às compras.
        
Cidades grandes da Bahia como Feira de Santana, Vitória da Conquista, Ilhéus, Itabuna, Juazeiro e outras não menos importantes, aderiram aos calçadões, algumas há mais de vinte anos. A proposta de construir calçadões pedestrianizando trechos de ruas no centro de Camaçari busca resolver o conflito entre pedestres e veículos, o fato se torna mais abrangente quando se inclui os vendedores ambulantes (Camelôs) e o número desenfreado de bancas, tabuleiros e lanchonetes clandestinas.

O volume de veículos estacionados causa a impressão de grande movimento; ledo engano, carros e motos não fazem compras, quem compra são as pessoas; a falta de  vagas  para estacionar é uma questão de adequação, tome-se como sugestão  a  exemplar “Zona Azul” estacionamento  rotativo  praticado em Salvador e de grande importância para  àqueles  que  desejam permanecer estacionados  por tempo limitado.

Experiência Desencontrada
Há poucos dias, com o pretexto de comemorar o “Dia da Árvore” a PMC bloqueou em parte algumas ruas do centro por mais de oito dias, ensejando a experiência de um calçadão, colocando blocos de concreto, caqueiros com plantas interditando a Avenida Getúlio Vargas, Rua da Bandeira, Adelina de Sá e parte da Desembargador Montenegro, causando confusão na  cabeça  dos desinformados,  transtornando  ainda mais  o desordenado centro  de Camaçari.

Viabilidades
Em cada cidade o calçadão pode aparecer com o aspecto individual identificado com o panorama urbano, temos como exemplo O CALÇADÃO PLENO implantado com o fechamento total de uma rua que era usada também para o tráfego de veículos, nesse caso, entraria nova pavimentação unindo os passeios dos dois lados, mobílias típicas, canteiros com plantas, simbólicos jardins mantendo a plena rede visual.

O Calçadão sem Trânsito caracterizado pela redução do tráfego permite apenas a passagem de veículos em uma única faixa de serviços, prioridade para o transporte público, taxis, ambulâncias e veículos transportadores de mercadorias em horário pré-estabelecido.

O terceiro tipo de calçadão é classificado como “Semi-calçadão”, nesse caso, o trânsito é reduzido, as calçadas intensivamente alargadas priorizando a circulação de pessoas e terá uma pista em sentido único (leito carroçável), para circulação de pessoas e veículos de pequeno porte, processo ultimamente mais utilizado, havendo ainda a possibilidade de calçadão coberto em ruas totalmente transitáveis só por pedestres.

Disposições
Em resumo, a área central do comércio de Camaçari já merece maiores cuidados em seu “layout” e precisa urgentemente ser reurbanizada. Camaçari é no momento uma triste semelhança com a Camaçari que conhecemos no passado e que hoje se apresenta feia, o velho prédio do cinema desativado e em ruinas, a velha estação ferroviária desprezada, a Passarela pouco utilizada, contracenando com  o mau aspecto  da  melancólica  Praça Desembargador Montenegro, extensão da  feira livre  de Camelôs, inclua-se a  quadra de esportes da  Praça Abrantes em péssimo estado de conservação.

È possível que a predisposição de alguns segmentos de implantar o pretenso “Calçadão” possa surtir efeito positivo ou encontrar resistência por parte dos insensatos, no entanto, o projeto bem avaliado esclarecerá opiniões dirimindo dúvidas mostrando que a ideia do calçadão visa não só reordenar     a área comercial como também contribuir para o conforto dos usuários longe da pressão das malditas filas duplas de carros e estacionamentos em vias públicas.

Acredita-se que o público se sentirá mais à vontade em suas compras estimulados pela promissora ideia de fazer da área comercial de Camaçari  um shopping  a céu aberto, é só  reservar  o dinheiro da obra e tocar pra frente, não esquecer da rede de esgotos ainda estagnada.

Antes de qualquer decisão, consultar os órgãos técnicos informativos a respeito dos calçadões brasileiros e o sucesso ou insucesso obtido até aqui. É provável que o calçadão mude o aspecto do centro da cidade, tornando-a mais bonita e organizada para o bem de todos e felicidade geral da nação camaçariense.

Um grande abraço e vamos em frente!        

 

J. R. Mônaco                                                                            jrsmonaco@hotmail.com
 

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