Bem vindo, Camaçari, 27 de Maio de 2018

14 respostas de ginecologistas a dúvidas femininas: toda mulher deveria ler

Escrito por: Pesquisa Web - Ciência e Saúde - 06 de Fevereiro de 2018

Consultas com ginecologistas são fundamentais não apenas para a realização de exames como também para tirar dúvidas sobre a sua saúde. Nenhuma pergunta deve ser considerada tola ou banal e a vergonha deve ser deixada do lado de fora do consultório. Conheça alguns dos questionamentos mais comuns entre as mulheres, respondidas por profissionais:

Corrimento vaginal após o sexo é normal?
O corrimento é uma alteração não saudável da secreção vaginal e costuma ter o aspecto mais pegajoso, com tonalidade mais intensa. Segundo a ginecologista Maria Isabel Tavares, da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, se o cheiro e a aparência fogem do padrão, podem sinalizar uma infecção.

Coceira, cheiro forte e ardor na região íntima também merecem atenção. Existem vários tipos de corrimento, que variam a depender da bactéria ou fungo que está causando a infecção.

Tomar pílula anticoncepcional e pílula do dia seguinte juntas faz mal?
De acordo com o ginecologista e obstetra Sergio Kobayashi, do laboratório Alta Excelência Diagnóstica, a combinação tem um alto potencial para fazer mal. Os principais efeitos colaterais são náuseas, vômitos, dor de cabeça, dor nas mamas e vertigens. Além disso, pode aumentar o risco de trombose e provocar inchaço e dor de cabeça. A orientação do médico, após tomar a o contraceptivo de emergência, é interromper a pílula anticoncepcional e esperar vir a menstruação. Depois da menstruação, deve-se começar uma nova cartela de pílula anticoncepcional.

É realmente importante fazer xixi depois de uma relação sexual?
A ginecologista Mariana Maldonado afirma que urinar depois da relação sexual reduz os riscos de cistite por “lavar a uretra” de dentro para fora e evitar que pequenos possíveis traumas causados na região pelo atrito no sexo sirvam de porta de entrada para bactérias presentes na pele, na região da vagina e do ânus. A médica ainda explica que, quando se faz xixi imediatamente após a transa, a acidez da urina evita que as bactérias alcancem a uretra e causem cistite.

Usar talco, creme e desodorante na vagina faz mal?
Se a vagina estiver saudável, ela produz uma série de secreções, incluindo o suor, e todas têm um odor característico, o que é um sinal de saúde. Ainda que o produto seja hipoalergênico e desenvolvido especificamente para esta parte do corpo feminino, ele pode acabar modificando o ambiente, afirma a ginecologista Bárbara Murayama, coordenadora da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho. Segundo a profissional, como a pele de região íntima é muito sensível, é ainda possível que a usuária desenvolva alguma irritação, o que, por sua vez, causará coceira, corrimento e piora no odor natural.

DIU pode causar infertilidade?
A ginecologista e professora da Unicamp Ilza Maria Urbano Monteiro explica que é mito achar que o DIU não pode ser colocado em mulheres que ainda não tiveram filhos ou que o dispositivo pode aumentar riscos de infertilidade. O DIU não causa obstrução pélvica e pode ser uma boa alternativa até mesmo para adolescentes que têm dificuldade em lembrar de tomar um remédio de uso diário, como a pílula, comenta.

Banho de assento é mesmo eficaz contra infecções?
De acordo com o ginecologista Élvio Floresti, o método que consiste na lavagem externa da vulva com água morna e alguma substância antisséptica ou refrescante dissolvida pode ajudar a prevenir infecções vulvares e corrimentos vaginais, como nos casos de candidíase, vulvite e vaginite, além de hemorroidas, assaduras e infecções urinárias. No entanto, o médico explica que a técnica não substitui tratamentos convencionais, como cremes vaginais e medicamentos orais, que aceleram a cura e reduzem a taxa de recidivas e que ela pode ser usado como complemento aos métodos tradicionais. 
Os produtos aplicados no banho devem ser aprovados pelo ginecologista.

É verdade que os pelos crescem mais durante a menstruação?
Segundo a ginecologista Bárbara Murayama, do Hospital 9 de Julho, essa concepção não é verdadeira, mas há sim uma fase do ciclo em que a produção é estimulada. No período pré-menstrual, o corpo sofre alta do hormônio progesterona, que estimula o crescimento. 
A diferença, no entanto, é discreta e costuma ser notada somente por quem já possui excesso de pelos ou alguma síndrome andrógina, como ovários policísticos, quadro no qual a influência da progesterona é ainda maior.

Sentir dor durante a relação sexual é normal?
Dores e desconfortos durante o sexo nunca devem ser encarados como algo normal e podem indicar, inclusive, um quadro de endometriose, doença inflamatória que é causada pelas células do endométrio, o tecido que reveste o útero.

Endometriose pode surgir a partir de qual idade?
A endometriose pode surgir a qualquer momento da vida de uma mulher desde que ela já menstrue. Ou seja, desde a puberdade é possível ter o diagnóstico da doença. Por isso é tão importante ficar atenta aos sinais que podem indicar um quadro de endometriose.

Segundo o ginecologista e obstetra Arlindo Brun, a mulher pode desconfiar de endometriose a partir do momento em que percebe alguns de seus sintomas mais comuns, que são: cólicas frequentes e intensas durante a menstruação, dores abdominais, intestino preso ou solto, dores no sexo, infecção urinária de repetição, entre outros.

Sangramento após o sexo é normal?
A ginecologista Flávia Fairbanks, da Clínica FemCare, explica que o aparecimento de sangue após transar não deve ser considerado normal. Ele deve ser visto com muita cautela, pois pode ser fruto de doenças e desequilíbrios graves. Assim, sempre que houver tal ocorrência é preciso visitar um ginecologista e realizar exames, como papanicolau e colposcopia, para determinar qualquer alteraçção. Candidíase, endometriose, infecção por algumas DSTs e até mesmo câncer de útero podem estar entre as causas.

Coletor menstrual e absorvente íntimo podem causar cólica?
A ginecologista Bárbara Murayama, do Hospital 9 de Julho, explica que não é normal que o absorvente interno ou o copinho provoquem dores, mas isso pode ocorrer se a mulher colocá-los exageradamente no fundo da vagina, de modo que encostem no colo do útero.

O absorvente interno deve ser inserido aproximadamente 3 a 4 cm na vagina, mas é válido lembrar que o processo é individual e, portanto, pode ser adaptado de acordo com as características de cada corpo e preferências de cada usuária. Já o coletor requer uma profundidade menor, o que deixa o "cabinho" um pouco visível na entrada vaginal.

Álcool corta efeito da pílula anticoncepcional?
De acordo com a ginecologista Thais Farias Koch, da Clínica da Mulher, do Hospital 9 de Julho, ingerir bebidas alcoólicas não reduz o efeito do anticoncepcional. No entanto, a profissional ressalta que abusar do álcool pode aumentar os níveis do hormônio feminino estrogênio e causar dor de cabeça, inchaço e disfunções gastrointestinais. É válido lembrar que, apesar de não cortar o efeito da pílula, o álcool pode provocar vômitos e, se a expulsão do remédio ocorrer antes que ele seja absorvido pelo corpo, ele pode ter sua eficácia comprometida.

O que significa sangue de cor mais marrom na menstruação?
Também conhecido como menstruação borra de café, o sangramento de coloração marrom no ciclo normalmente não deve ser considerado fator preocupante, segundo o ginecologista e obstetra Dr. Rafael Botelho, do Hospital do Coração (HCor), de São Paulo.

De acordo com o médico, o que faz mudar a cor do sangue menstrual é o tempo que ele permanece no interior da vagina. Apesar de raramente indicar uma condição grave, o sangramento marrom merece atenção, pois também pode ser sintoma de endometriose. Se o episódio começou a aparecer com frequência fora do período menstrual, consulte um médico.

Tomar anticoncepcional por muitos anos deixa a mulher fértil por mais tempo?
Flávia Fairbanks, ginecologista e especialista em reprodução humana e sexualidade, explica que o raciocínio está errado e que os anticoncepcionais não interferem na idade em que a mulher entra na menopausa. Segundo a médica, os óvulos continuam morrendo mês a mês na fase anterior ao período fértil. É por isso que, independente do uso de hormônios sintéticos, a menopausa não é retardada. Fonte: VIX*

 

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