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Revolta e saudade marcam enterro de mulher morta com 53 facadas por ex

Escrito por: Pesquisa Web - Salvador - 13 de Abril de 2018

Parentes e amigos se despedem de Claudeane na Quinta dos Lázaros (Foto: Almiro Lopes/CORREIO)

 

O pintor Francisco Assis Bonfim, 55 anos, ainda tentava entender o que tinha acontecido com sua amiga Claudeane Mota do Nascimento, 22, que não estava ao seu lado na tarde de quinta-feira (12). Ele e outros amigos e familiares da técnica em enfermagem estavam reunidos no Cemitério Quinta dos Lázaros, na Baixa de Quintas, para sepultá-la, mas isso não fazia nenhum sentido para Francisco. "Terça eu tava junto com ela batendo papo, e na quarta perco minha amiga. Ela era uma ótima pessoa", lamentou.

Claudeane foi morta pelo ex- companheiro, o pedreiro Luide Silva de Jesus Lima, 23, com pelo menos 53 facadas, na frente da própria filha, de apenas 3 anos, em uma casa alugada pelo casal no bairro de Boa Vista de São Caetano, em Salvador. O enterro foi realizado na tarde de quinta (12).

Joselita Alves dos Santos, 67, cuidou da mãe de Claudeane, e a considerava uma "neta de consideração", como ela mesmo define. Apesar da dor, ela ainda teve forças para iniciar uma oração em conjunto com os outros familiares e amigos presentes como uma forma de minimizar o sofrimento. "É doloroso. Infelizmente, foi uma vida ceifada. Tem a justiça de Deus, que é certa, mas também tem de ter a justiça dos homens, né?", comenta.

Era por volta das 16h30 quando, após orações e declarações emocionadas, o caixão com o corpo de Claudeane foi levado até a gaveta mortuária. Nesse momento, a mãe e irmã da vítima, que contiveram os gritos de dor durante toda a cerimônia, não suportaram mais e desabaram.

Luide e Claudeane tiveram um relacionamento de cinco anos; ele não aceitava o término (Foto: Reprodução/Tailane Muniz/CORREIO)

O crime
Claudeane foi morta a facadas na última terça- feira (10) pelo ex-companheiro quando foi ao seu encontro para buscar o dinheiro da escola da filha. O corpo da vítima só foi encontrado na manhã seguinte, após vizinhos ouvirem o choro da criança. As chaves da casa estavam na fechadura. A criança, que pode ter dormido entre a noite e a madrugada, ao lado do corpo da mãe, em estado de choque. Luide trancou a criança com o cadáver da ex-mulher e fugiu.

Em nota, a Polícia Militar informou que policiais da 9ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/São Caetano) foi chamada para checar a denúncia de que havia uma mulher vítima de arma branca. O fato foi constatado por volta de 11h, o local foi isolado e a perícia acionada.

De acordo com a assessoria da Polícia Civil, a delegada Jussara Bispo, titular da 3ª Delegacia de Homicídios do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), já solicitou a prisão temporária de Luide. Agora a polícia aguarda o pedido ser deferido pela Justiça. Se a solicitação for acatada e o homem ainda não tiver se apresentado em uma delegacia, ele será considerado oficialmente foragido.

Violência contra a mulher
Claudeane não é a primeira vítima de agressão a facadas neste ano na Bahia. Rafael Soares, 28, invadiu o Hospital Martagão Gesteira, no bairro de Nazaré, na manhã de 19 de março, e golpeou ao menos 17 vezes a mãe da sua filha - a criança estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade. O crime aconteceu no 2º andar da unidade de saúde, que é especializada no atendimento infantil. Alana de Oliveira, 24 anos, foi socorrida pelo Samu, para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas resistiu aos ferimentos.

Outro caso de violência contra a mulher de grande repercussão envolveu o humorista Renato Fechine. A ex-namorada do ator o acusou de tê-la agredido com chutes e murros no rosto, na madrugada do dia 22 de janeiro. Segundo Alexsandra do Nascimento, 43, não foi a primeira vez que Fechine a agrediu - ela afirma que prestou duas queixas contra ele na Delegacia de Atendimento Especial à Mulher (Deam), mas não levou o processo adiante.

Em entrevista, Fechine afirmou que "a Lei Maria da Penha é imbecil e drástica”. Ele negou que tivesse agredido a mulher, disse que a briga não existiu e que Alexsandra teria agredido a si mesma. “Tudo isso é mentira. Eu estou vendo minha filha chorando, porque o que ela [Alexsandra] está dizendo sobre mim é irreversível”. Correio*
 

 

 

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