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Não fizemos o suficiente, dirá Zuckerberg a deputados dos EUA sobre dados

Escrito por: G1 - Tecnologia - 09 de Abril de 2018

Criador do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmou não ter planos de concorrer à Presidência dos Estados Unidos (Foto: Esteban Felix/AP)

 

Uma comissão parlamentar do Congresso dos Estados Unidos liberou nesta segunda-feira (9) o rascunho do testemunho que Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, fará na quarta-feira (11) sobre o escândalo de dados dos usuários, que tiveram suas informações exploradas sem consentimento pela Cambridge Analytica para influenciar a corrida eleitoral de Donald Trump rumo à presidência norte-americana e a campanha do Brexit.

O executivo admitirá que a rede social não tem contido abusos perpetrados por meio de sua plataforma.

“Está claro que não fizemos o suficiente para evitar que essas ferramentas sejam usadas também para causar danos. Isso vale para notícias falsas, interferência estrangeira em eleições e discursos de ódio, bem como desenvolvedores e privacidade de dados.”

E acrescenta:

“Não tivemos uma visão ampla da nossa responsabilidade, e isso foi um grande erro. Foi meu erro e sinto muito.”

Dados e eleições

O documento foi divulgado pela Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Deputados dos EUA. Depois de ler o testemunho, Zuckerberg responderá perguntas dos parlamentares. O executivo também foi convidado a comparecer diante de uma audiência conjunta dos Comitês de Justiça e Comércio do Senado dos EUA nesta terça-feira (10).

Durante a sessão da Câmara na quarta, o CEO da companhia fará um balanço da polêmica. A Cambridge Analytica usou um dispositivo do próprio Facebook – já tirado do ar – para explorar os dados de 87 milhões de usuários da rede social.

Uma aplicação pediu autorização não só para coletar dados de quem o utilizasse, mas também dos amigos deles. Isso era permitido em 2014, época do incidente. Só que, em vez de apagar as informações após uso interno, o serviço compartilhou os dados com a Cambridge Analytica, que construiu algoritmos capazes de traçar o comportamento eleitoral de norte-americanos durante a campanha presidencial de 2016.

Zuckerberg balanceará seu discurso elencando as oportunidades em que o Facebook atendeu a pedidos de autoridades para abrir informações sobre influências externas em eleições nacionais, caso dos anúncios russos durante a campanha nos EUA, ou para impedir que interferências ocorressem, como nos pleitos de França e Alemanha, em 2017.

Nessa linha, o executivo dirá que o Facebook:

derrubou 270 páginas e contas que eram operadas pela Agência de Pesquisa na Internet (IRA, na sigla em inglês), uma agência russa, para direcionar informações falsas a pessoas de países vizinhos, como Azerbaijão, Uzbequistão e Ucrânia;

  • apagou 30 mil contas falsas para garantir a integridades das eleições na França;
  • encerrou milhares de contas "ligadas a distribuidores de notícias falsas, organizados e financeiramente motivados".
  • elevou o número de pessoas trabalhando em segurança para 15 mil e que ampliará a equipe para 20 mil até o fim do ano.

O CEO da Facebook vai ainda relativizar os esforços da empresa em conectar mais e mais usuários. 

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