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Prevenção contra ISTs: cuidados para um Carnaval mais seguro

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Prevenção contra ISTs: cuidados para um Carnaval mais seguro

O preservativo ainda é o método mais eficaz para evitar as infecções sexualmente transmissíveis

Por: CN com Assessoria de Comunicação

Foto: Divulgação

As festas de Carnaval já tomam conta das ruas por todo o país e chegaram trazendo para os foliões muitas oportunidades de interação social e de viver momentos de alegria e diversão. Contudo, o período carnavalesco também reacende o alerta para os cuidados preventivos com as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), que costumam liderar os rankings das doenças transmitidas durante os festejos. 

O consumo elevado de álcool e outras substâncias pode reduzir a percepção de risco e levar foliões a comportamentos como relações sexuais com múltiplos parceiros e sem proteção. Dentre as ISTs mais comuns estão o HIV, sífilis, gonorreia, clamídia, as hepatites B e C, herpes genital e papilomavírus humano (HPV). Muitas delas podem ser assintomáticas nos primeiros dias, levando ao risco de transmissão contínua. 

O enfermeiro, professor da UniFG e Mestre em Ensino em Saúde, Cristiano Oliveira, destaca que o único método eficaz para prevenção de todas as ISTs é o uso do preservativo masculino ou feminino em todas as relações sexuais: vaginais, orais ou anais. "É importante que os foliões usem camisinha em todas as relações sexuais, pois é o método mais eficaz para evitar a transmissão das ISTs, como o HIV/Aids e hepatites virais. Serve também para evitar a gravidez. É importante ressaltar, nesse caso, que a camisinha pode ser combinada com outro método contraceptivo, mas nunca se deve usar duas ou mais camisinhas ao mesmo tempo", alerta Oliveira. 

Outro cuidado preventivo que pode ser adotado antes de cair na folia é buscar a imunização contra as infecções com vacinas disponíveis. "A imunização contra ISTs é uma estratégia eficaz de prevenção, mas não exclui a necessidade do uso do preservativo. Atualmente, há vacinas para o HPV, Hepatite B e também para a Hepatite A. A Hepatite A não é exatamente uma IST, mas o contato sexual entre a boca e anus é uma condição de risco para a transmissão da infecção", informa o professor da UniFG, instituição pertencente ao Ecossistema Ânima Educação. 

Mas no caso do folião que se descuidou e teve uma relação sexual sem proteção, o que fazer para reduzir os danos? O enfermeiro explica que é importante procurar o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) mais próximo. Caso não tenha CTA na cidade, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) devem oferecer a ajuda e orientações necessárias. "Para interromper a transmissão das ISTs é necessário evitar a reinfecção, é fundamental que todos os parceiros sexuais também sejam testados e tratados, com orientação de um profissional de saúde", completa.

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