Lula nomeia Gleisi Hoffmann como nova ministra de Relações Institucionais
Publicado em
Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies
Educação
Nova lei proíbe uso de celulares em escolas de educação básica e acende debate sobre limites, saúde mental e o papel da tecnologia na aprendizagem.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Ângelo Miguel/MEC
A Lei nº 15.100/2025, sancionada pelo governo federal no último dia 13 de janeiro, proíbe o uso de celulares em escolas de educação básica, tanto públicas quanto privadas. A medida tem como objetivo proteger a saúde mental dos alunos e incentivar a interação social. No entanto, a decisão gerou intensos debates entre pais, professores e estudantes.
Enquanto alguns defendem que a restrição pode melhorar a concentração e promover uma convivência mais saudável entre os alunos, outros argumentam que o celular também pode ser uma ferramenta pedagógica importante. Para esses críticos, a proibição seria excessiva e desconectada da realidade digital em que vivemos. Há quem acredite que a medida ajudará a reduzir distrações e melhorar o desempenho acadêmico, mas também há quem ressalte que o uso equilibrado da tecnologia pode contribuir para pesquisas e atividades educacionais dentro e fora da sala de aula.
Especialistas explicam que a preocupação com a saúde mental das crianças e adolescentes foi um dos principais fatores que motivaram a aprovação da lei. Diversos estudos já associam o uso excessivo de celulares ao aumento da ansiedade, dificuldades de concentração e até problemas de sono. Por outro lado, há especialistas que alertam: proibir não resolve tudo. O ideal seria ensinar o uso consciente da tecnologia, preparando os alunos para lidar com as telas de forma responsável.
A lei prevê algumas exceções, como o uso pedagógico ou por necessidade específica, o que pode minimizar os impactos da restrição. Mesmo assim, a adaptação das escolas e dos alunos à nova regra ainda é uma incógnita. Algumas escolas já discutem alternativas, como a criação de atividades lúdicas e interativas nos intervalos, além de promover um diálogo constante entre estudantes, pais e gestores para definir como a norma será aplicada na prática.
Em entrevista, uma mãe compartilhou sua opinião sobre a medida: "Preparados para essa mudança nós não estamos, porque as crianças já nascem com as telas nas mãos. Mas eu acho válida essa lei, pelo bem das nossas crianças. É necessário conscientizar os jovens sobre os perigos do uso excessivo. Hoje vemos adolescentes com problemas físicos e psicológicos por causa disso. Tem muito jovem saindo do ensino médio sem saber o básico, mesmo estudando em escola particular."
A psicóloga Mikaele Cardoso, em entrevista ao Camaçari Notícias, também ponderou: "Não podemos demonizar o celular sem considerar o contexto familiar e a função que ele cumpre no dia a dia. É essencial orientar as crianças, que ainda estão em desenvolvimento e não possuem o discernimento de um adulto. Apenas proibir é uma solução simplista. Precisamos ampliar esse debate, envolvendo famílias, escolas e profissionais de saúde. O uso abusivo de celulares provoca uma descarga excessiva de dopamina no cérebro, por conta dos estímulos constantes. Isso afeta diretamente o desenvolvimento cerebral, a sociabilidade e a atenção de crianças e adolescentes."
Com opiniões divididas, a nova legislação promete gerar mudanças profundas no cotidiano escolar. Resta saber como escolas, professores, alunos e famílias irão se adaptar a essa nova realidade.
Por: Igor Santiago
Publicado em
Publicado em
Publicado em
Publicado em
Educação
28/02/2025 15:45
Educação
28/02/2025 11:45
Educação
27/02/2025 16:30
Educação
26/02/2025 11:00