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'Não sei se fez por mal', diz candidata eliminada por fiscal no 1º dia

Escrito por: G1 - Educação - 06 de Novembro de 2018

Simoni Oliveira, de 20 anos, foi eliminada — Foto: Alan Oliveira/G1

 

Dois dias depois de ser eliminada do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por conta de um mal entendido com uma fiscal de prova, em Salvador, a estudante Simoni Oliveira, de 20 anos, ainda está inconformada com o caso, mas não tem ressentimentos.

No último domingo (4), Simoni estava sem documento de identificação, mas teve a permanência na sala autorizada pela fiscal, que, em seguida, voltou atrás, tirou a jovem do local e não permitiu que ela fizesse o exame. Simoni havia se preparado o ano todo, com o marido, Rafael Marques, de 25 anos, para fazer o Enem. O casal foi direcionado para o mesmo local de prova - o Colégio Estadual Dr. João Pedro Dos Santos, na Avenida Bonocô.

A jovem conta que Rafael fez o exame em uma sala ao lado da dela. Quando a candidata foi eliminada, o marido já estava nos preparativos para fazer a prova. O momento era para ser vivenciado por ela também. Simoni conta que esqueceu o documento porque teve uma manhã agitada com a filha, a pequena Aurora, que nasceu no dia 15 de outubro. Segundo a jovem, na correria para arrumar as coisas da criança, para deixá-la com uma tia, acabou não lembrando da identidade.

A jovem só percebeu que não estava com o documento ao chegar no local. Simoni diz que ainda cogitou voltar em casa para buscar a identidade, mas confiou na fiscal. A família mora no bairro Luís Anselmo, a cerca de 5 km do local de prova, e, segundo a jovem, daria tempo de buscar o documento.

Tomada pelo arrependimento, Simoni teme não conseguir estudar tanto em 2019 quanto estudou neste ano para fazer o Enem novamente. A jovem conta que terá que se dividir entre o estudo, o trabalho e os cuidados com a filha. Simoni concluiu o ensino médio em 2016 e, atualmente, trabalha como auxiliar administrativa em uma corretora de seguros da capital baiana. Ela se inscreveu no Enem para ingressar em um curso de farmácia. Esta seria a segunda tentativa. Em 2017, a jovem fez o exame, mas a nota não foi suficiente para conseguir uma vaga.

Caso
Simoni conta que chegou no local de prova às 11h40 e foi para a sala. Segundo a jovem, a fiscal só mudou de ideia às 11h58, dois minutos antes dos portões serem fechados. Ela chegou a conversar com a coordenadora do local de prova, mas não houve o que fazer. Sem as provas deste domingo, Simoni contou que não pretende participar do exame na próxima semana.

Procurado, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), informou que a necessidade do documento está prevista nas regras do edital que regula o exame. O Inep informou ainda que esse material foi amplamente divulgado nos meios de comunicação. Contudo, o instituto não se posicionou sobre a conduta da fiscal que atendeu a jovem.
 

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