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Professor escreve sobre discriminação racial
Por: Edvaldo Jr.
ESTÁ NA HORA DE LUTARMOS POR NÓS MESMOS
No último dia 21 comemorou-se o dia internacional de luta contra a discriminação racial. A data marca o momento histórico em que negro sul-africanos saíram às ruas para pedir justiça social e o fim do apartheid, um perverso sistema político que imperou na África do Sul por quase 50 anos.
O objetivo era impedir, impossibilitar a ascensão da comunidade negra daquele pais, a partir de leis segregacionistas que impediam o acesso de pessoas negras a determinados lugares, espaços, condicionando os negros a viver no submundo social, sem educação, sem saúde, segurança, saneamento básico, sem emprego, ous sem os direitos que o mundo ocidental “civilizado” defendia ser de todos e para todos sem qualquer tipo de distinção. Mas essa não era uma verdade para os negros na África do Sul.
O sistema excludente sul africano se sustentava na ideia da inferioridade racial dos negros, na ideia de que o negro é menos belo, menos capaz, menos inteligentes e menos civilizados. Ao negros era proibido o direito à terra, ao casamento com pessoas não negras, frequentar locais destinados para os brancos ou até manter relações sexuais fora do casamento com pessoas não negras era considerado crime. O racismo então passava a ser lei, nesse sentido ser racista não era a exceção e sim a regra.
Hoje, mesmo com todo esforço e toda luta da comunidade negra, o racismo ainda é uma realidade violenta que vitima milhões de pessoas em todo mundo. É por isso que nessa data, o mundo através das Nações Unidas reconhece e chama de maneira urgente todos nós para agirmos, pois o racismo continua a envenenar as instituições, as estruturas sociais e o cotidiano de toda sociedade. Ele continua a estruturar uma persistente desigualdade, o que faz com que ninguém esteja protegido da intolerância nem livre do ódio que ele produz.
Os africanos, os afrodescendentes, os asiáticos e seus descendentes, indígenas, imigrantes, refugiados, comunidades minoritárias e tantos outros que continuam a enfrentar a estigmatização, discriminação e violência. É preciso falar alto, ouvir atentamente e agir decisivamente na luta contra esse mal.
Todos nós devemos ter a responsabilidade e o dever moral de nos engajarmos com os movimentos de igualdade e direitos humanos em qualquer lugar que ele esteja. Devemos escutar os que passam por injustiças e lutar para que suas demandas estejam como prioridade no esforço de desmontar estruturas racistas. É crucial a criação de estruturas reparatórias, à medida que elas ajudam na construção de uma equidade racial e repara o legado duradouro dos séculos de escravidão e colonialismo.
Um futuro de justiça só vai ser possível, se consertarmos um passado injusto.
Edvaldo Jr. é Professor Historiador pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), pós-graduando em Direito Público Municipal pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL).
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