Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Notícias

/

Geral

/

Torcedor do Vitória é vítima de ato racista em Goiânia: 'Fui chamado de macaco'

Geral

Torcedor do Vitória é vítima de ato racista em Goiânia: 'Fui chamado de macaco'

O fato ocorreu no estádio Antônio Accioly durante a partida contra o Atlético-GO pela Série B.

Por: Camaçari Notícias

Robson Miranda é torcedor do Vitória. Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

No jogo em que o Vitória empatou sem gols contra o Atlético-GO, pela 25ª rodada da Série B, um incidente lamentável chamou a atenção nas arquibancadas do estádio Antônio Accioly. O torcedor baiano Robson Miranda da Silva, de 40 anos e residente em Goiânia há três meses, foi alvo de injúria racial por parte de um torcedor da equipe goiana.

Robson compartilhou os detalhes do ocorrido, que teve início durante uma brincadeira entre torcedores dos dois clubes na praça esportiva. Ele contou com o apoio de torcedores do Atlético e de um segurança do estádio, que o orientou a procurar a polícia. O agressor foi identificado e conduzido a uma delegacia após ser filmado por outras pessoas próximas à confusão.

"Entrei no estádio e, como nunca tinha ido antes, fiquei atrás do gol, na divisória das torcidas. Um rapaz começou a provocar a nossa torcida, o que é normal em estádios. A nossa torcida é calorosa, e começamos a provocar também. Então, um homem de aproximadamente 45 anos passou a mão no braço, fez comentários sobre a cor da minha pele e me chamou de preto e macaco. Eu parei de brincar e não ignorei a ofensa. O próprio segurança do estádio e dois torcedores do Atlético vieram até mim e perguntaram se eu queria chamar a polícia. Eu disse que sim", relatou Robson.

Ele também elogiou o tratamento recebido pela Polícia de Goiás e mencionou que um torcedor coincidentemente gravou o incidente enquanto discutiam sobre o jogo. As imagens permitiram identificar o agressor entre as mais de 10 mil pessoas presentes no estádio.

Robson, que é caminhoneiro, admitiu que estava abalado pelo ocorrido enquanto trabalhava nesta segunda-feira, 28. Ele está determinado a seguir adiante com o processo legal e conta com o apoio de um advogado. Embora o agressor possa ser solto após a audiência de custódia, a nova lei sancionada em janeiro deste ano (Lei 14.532/2023) equipara o crime de injúria racial ao de racismo, com penas de prisão de 2 a 5 anos e proibição de frequência a locais destinados a práticas esportivas, artísticas ou culturais destinadas ao público por 3 anos, dependendo do caso.

Siga o CN1 no Google Notícias e tenha acesso aos destaques do dia. 

Relacionados