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Lula troca ministra da Saúde e reacende disputa política no governo

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Lula troca ministra da Saúde e reacende disputa política no governo

Troca na Saúde reforça estratégia política de Lula, mas gera críticas pela baixa permanência de mulheres no governo.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Sérgio Lima/360

Na última terça-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou a substituição da ministra da Saúde, Nísia Trindade, pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. A decisão abre espaço para uma nova disputa política dentro do governo, envolvendo o Centrão e o PT, que demonstrou um interesse ainda maior na pasta de articulação política.

Durante o dia, Lula afirmou a interlocutores que, nestes dois últimos anos de mandato, o governo precisa de ministros com capacidade e estilo para lidar com embates políticos e públicos. Ele ressaltou que esse é um período de afirmação, no qual não pode adotar uma postura defensiva.

Segundo informações do G1, o presidente teria dito à própria Nísia Trindade que, do ponto de vista técnico, não tinha motivos para reclamar de sua gestão. No entanto, destacou que suas boas iniciativas não tiveram a devida visibilidade devido ao seu perfil discreto. Além disso, a lentidão na implementação de medidas estratégicas, como o programa Mais Especialistas, pesou na decisão de sua substituição. Esse programa é uma das principais apostas do governo para os dois últimos anos da atual gestão.

A forma como a demissão ocorreu gerou críticas e foi considerada desrespeitosa por diversos setores. Nísia Trindade é a terceira mulher a ser retirada do governo para dar lugar a um homem. Antes dela, Daniela Carneiro (União Brasil) foi substituída por Celso Sabino no Ministério do Turismo, e Ana Moser deixou o Ministério dos Esportes, sendo substituída por André Fufuca (PP).

A mudança ministerial reforça a preocupação do governo em fortalecer sua base política, mas também levanta questionamentos sobre a baixa permanência de mulheres em cargos de liderança na atual gestão. O desfecho da disputa pela vaga na articulação política será decisivo para o equilíbrio de forças entre o PT e o Centrão nos próximos meses.

 

 

 

 

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